Práticas de Ensino para Equidade

Programações do Curso


Programação Detalhada

A trajetória de aprendizagem inicia-se com a contextualização do percurso formativo por meio do resgate histórico dos principais marcos, conquistas e ações da Política Nacional de Equidade, Educação para as Relações Étnico-Raciais e Educação Escolar Quilombola (PNEERQ), fundamentando as discussões teóricas a partir da Base Nacional Comum de Formação Continuada de Professores e da Base de Conhecimentos para a Docência. Em seguida, aborda-se o racismo estrutural e as desigualdades de aprendizagem a partir da leitura e interpretação crítica de dados e indicadores educacionais oficiais, qualificando o diagnóstico e o enfrentamento de interações desiguais presentes no cotidiano da sala de aula.

Avançando na prática pedagógica, o programa desenvolve a identificação e valorização dos pontos fortes dos estudantes com o uso de evidências concretas, mudando o foco tradicional de déficits para potencialidades, como forma de fortalecer a autoconfiança e a autoestima de estudantes negros e quilombolas contra narrativas de incapacidade historicamente construídas. Complementarmente, são trabalhadas as práticas de organização física da sala de aula, estabelecimento de rotinas, gestão do tempo e mediação docente voltadas para a construção de comunidades de aprendizagem justas, acolhedoras e baseadas no respeito mútuo e no pertencimento.

A organização e dinâmicas de participação em salas de aula heterogêneas ganham centralidade por meio do planejamento de estratégias de trabalho em grupo colaborativo, utilizando normas, papéis estruturados e critérios de aleatoriedade para garantir a autonomia intelectual e mitigar os problemas de exclusão e status social. O docente é capacitado para intervir diretamente nesses problemas por meio de atividades apropriadas para grupos e atribuição de competências associadas a múltiplas habilidades.
O desenho pedagógico consolida-se através do planejamento reverso, que articula de forma alinhada os objetivos de aprendizagem, as experiências de ensino significativas e os processos avaliativos que valorizam as trajetórias e repertórios locais. Por fim, debate-se a avaliação formativa comprometida com o combate às iniquidades raciais, focando no uso de critérios específicos, construção de rubricas orientadoras e aplicação de observações positivas para direcionar o sucesso escolar e estruturar planos de implementação prática adequados às realidades dos diferentes territórios.